[Read] ➫ Os Poemas Possíveis By José Saramago – Morefreeinfo.info


Os Poemas Possíveis CircoPoeta n o gente, bicho coiso Que da jaula ou gaiola vadiou E anda pelo mundo s cambalhotas, E anda pelo mundo s cambalhotas, Recordadas do circo que inventou.Estende no ch o a capa que o destapa, Faz do peito tambor, e rufa, salta, urso bailarino, mono s bio, Ave torta de bico e pernaltaAo fim toca a charanga do poema, Caixa, fagote, notas arranhadas, E porque bicho , bicho l fica, A cantar s estrelas apagadas.BaralhoLan o na mesa as cartas de jogar Os as de cart o e as espadas, Os losangos vermelhos de ouro falso, A trilobada folha que amea a Caso e descaso as damas e os valetes Andam os reis pasmados nesta farsa E quando conto os pontos da derrota, Sai me de l a rir, como perdido, Na figura do bobo o meu retrato Retrato do poeta quando jovemH na mem ria um rio onde navegamOs barcos da inf ncia, em arcadasDe ramos inquietos que despregamSobre as guas as folhas recurvadas.H um bater de remos compassadoNo sil ncio da lisa madrugada, Ondas branc O estilo saramaguiano n o facilmente identific vel nestes poemas Por m, n o deixam de ter a sua qualidade A linguagem acess vel a todos e tem a sua piada ir lendo um ou dois poemas de vez em quando n o ler imensos de uma s vez. This is a wonderful collection of Saramago s poems published in 1966 Written in his mid forties one can see a freshness here Unlike his long train of thought novels, these are almost all less than a page in length, often just two three stanzas So his brevity captures a single idea or theme Plus they are amazing to read.The collection is divided into five sections or themes and personally some work better than others Mythology and Love of others were very enjoyable sections with several poems within each section playing off each other A good example are the three poems about Don Quijote, Dulcinea and Sancho Panza Sancho comes off the wiser while poor Don Quijote fares not so well Lot of fun.His love A pleasant surprise, the Saramago s poetry O sil ncio uma palavra constante na obra O sil ncio que salva j que nas palavras me n o salvo , mas, em simult neo, a procura A procura de sinais, de uma linguagem, de novas palavras que nascem quando No ar as projetamos em cristais De macias ou duras resson ncias Uma poesia de buscas n o ser toda a poesia uma incessante procura de algo e encontros do eu de cicatrizes tapadas de adesivos do corpo cujos gestos o revelam do amor sexual ou essencialista, o amor que Rilke pede ao jovem poeta que n o descreva do deus ou deuses que, se por um lado recusa uma s prece fa o, mas n o a Deus, Que n o sei onde est , se me conhece , por outro, duvida da mem ria que deseja esquecer, por vezes, mas que convoca a partir das pr prias palavras com que poetisa Nas suas estrofes s o frequentes as refer ncias ao universo natural, natureza de pedra e mar, elementos que s o o verso, o verso que em poema se transforma e Estou sempre a ler esta compila o de poemas este livro anda quase sempre comigo Este Mundo N O Presta, Venha Outro J Por Tempo De Mais Aqui Andamos A Fingir De Raz Es Suficientes Sejamos C Es Do C O Sabemos Tudo De Morder Os Mais Fracos Se Mandamos, E De Lamber As M Os, Se Dependentes Na Primeira Obra Po Tica De Jos Saramago Descobre Se Uma Poesia De Liberdade, De Fraternidade E De Luta Uma Luta Disfar Ada, Por Dentro Das Palavras Pelo Interior Labir Ntico De Respira O Que Habitam Todos Estes Poemas, Publicados Pela Primeira Vez Em 1966 Digamos Que Eram Os Poemas Poss Veis Da Altura, Quando A Censura Espiava A Alma Dos Escritores E No Entanto, As Convic Es Profundas De Saramago J S O Bem Vis Veis Em Poemas Como Cria O Deus N O Existe Ainda, Nem Sei Quando Sequer O Esbo O, A Cor Se Afirmar No Desenho Confuso Da Passagem De Gera Es In Meras Nesta Esfera Nenhum Gesto Se Perde, Nenhum Tra O, Que O Sentido Da Vida Este S Fazer Da Terra Um Deus Que Nos Mere A, E Dar Ao Universo O Deus Que Espera Di Rio De Not Cias, 9 De Outubro De 1998 EnigmaUm novo ser me nasce em cada hora.O que fui, j esqueci O que sereiN o guardar do ser que sou agoraSen o o cumprimento do que sei Quando o enigma o deixa de ser, o que fica a simplicidade Breves, luminosos e de f cil entendimento s o estes os poemas poss veis de um Saramago que ainda n o se sabia eterno.Can oCan o, n o s ainda N o te bastemOs sons e as cad ncias, se do ventoO acenar da asa n o tiveres.Aqui me voltar s um outro dia Nocturno escurecido da lem ESPA O CURVO E FINITOOculta consci ncia de n o ser,Ou de ser num estar que me transcende,Numa rede de presen as e aus ncias,Numa fuga para o ponto de partida Um perto que t o longe, um longe aqui.Uma nsia de estar e de temerA semente que de ser se surpreende,As pedras que repetem belki de iirdirler


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About the Author: José Saramago

Jos Saramago Foundation is currently based in Casa dos Bicos, a Portuguese landmark building in Lisbon Saramago s house in Lanzarote is also open to the public.Jos Saramago, together with his wife Pilar, were the subject of the award winning documentary